CÂNCER DE OVÁRIO

No Brasil, o câncer epitelial de ovário representa a terceira causa de câncer ginecológico na mulher e a que apresenta maior mortalidade dentre os tipos de câncer ginecológicos. São esperados 7.310 novos casos para cada ano do triênio de 2023 a 2025 de acordo com o INCA.
Os ovários são dois órgãos que juntos com as tubas uterinas se ligam ao útero. O tipo mais comum de câncer de ovário é o tipo epitelial, que representa 90% dos canceres de ovário. O tipo epitelial é classificado em: seroso de alto grau, seroso de baixo grau, mucinoso, endometrioide, células claras, indiferenciado e desdiferenciado, carcinossarcoma, carcinoma misto, entre outros tipos.
A causa da maioria dos casos de câncer de ovário ainda é desconhecida. Alguns fatores de risco: história familiar (25% tem componente hereditário), mutações nos genes BRCA 1 e BRCA 2, Síndromes familiais de câncer (síndrome de Lynch) e outras alterações genéticas. Fatores inflamatórios estão relacionados. Obesidade (principalmente em mulheres com índice de massa corpórea maior que 30), mas o grau desse efeito é modesto.
O câncer de ovário é silencioso, geralmente demora para aparecerem sintomas e cerca de 75% estão avançados no diagnóstico. Os sintomas variam e podem incluir: aumento do volume abdominal, desconforto ou dor, perda de apetite, dor pélvica, dor nas costas, sangramento vaginal anormal, náuseas, alteração do hábito intestinal, empachamento após as refeições.
Não existe nenhum método eficaz no rastreamento e diagnóstico precoce do câncer de ovário. Quando se suspeita, são avaliados sinais e sintomas, exames de imagem e marcadores tumorais. O diagnóstico definitivo é feito por análise histológica.
O estadiamento inicial é o fator determinante para a avaliação do prognóstico. A maioria dos cânceres de ovário, sempre que possível, deve ser diagnosticado e estadiado cirurgicamente por um especialista.
O tratamento do câncer de ovário consiste principalmente em ressecar completamente a doença. Tratamento com quimioterapia e imunoterapia também fazem parte da estratégia de tratamento, dependendo de cada caso.
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Dr. Vinícius Vertematti
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