CÂNCER DE ENDOMÉTRIO

No Brasil, o câncer de endométrio é a segunda neoplasia ginecológica mais comum. São estimados 7.840 novos casos para cada ano do triênio de 2023 a 2025. É esperado um aumento no número de casos devido o envelhecimento populacional e aumento dos índices de obesidade.
O endométrio é o tecido que reveste o interior do corpo do útero. Os tipos de câncer do endométrio são: carcinoma endometrióide, carcinoma de células claras, carcinoma seroso, carcinoma indiferenciado, carcinosarcoma e outros tipos raros.
Os fatores de risco são: idade (geralmente mulheres na pós-menopausa), obesidade, menarca (primeira menstruação) precoce e menopausa tardia, terapia hormonal com estrogênio sem a contraposição de progesterona, uso de tamoxifeno em mulheres na pós-menopausa, síndrome de Lynch, hipertensão arterial, diabetes, presença de hiperplasia endometrial, radioterapia pélvica.
Os sintomas do câncer do endométrio são: sangramento uterino anormal em até 75-90% dos casos (geralmente em mulheres na pós-menopausa), dor na pelve, aumento do volume abdominal, mudança do hábito intestinal, perda de peso inexplicável.
A investigação diagnóstica geralmente se inicia pelo USG transvaginal, outros exames de imagem podem ser solicitados, quando há necessidade. Após esses exames, se existe suspeita de câncer de endométrio, é continuada a investigação diagnóstica, podendo ser realizada uma biópsia por cureta ou histeroscopia. Se confirmado o câncer de endométrio, são realizados os exames de estadiamento.
O tratamento dependerá do estadiamento. A cirurgia para retirada do útero, trompas, ovários e avaliação linfonodal é o tratamento padrão ouro. Além da cirurgia, quimioterapia, radioterapia, braquiterapia e imunoterapia podem fazer parte do tratamento.
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Dr. Vinícius Vertematti
CRM: 170157 - RQE: 93746

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