CÂNCER DE COLO DO ÚTERO

No Brasil, o câncer do colo do útero, ou câncer cervical, é o terceiro mais frequente nas mulheres excluindo-se os tumores de pele não melanoma. Segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer), as estimativas são de aproximadamente 17.010 novos casos para cada ano do triênio de 2023 a 2025.
O colo do útero é região mais estreita e baixa do útero. A principal causa do câncer do colo do útero é a infecção pelo papiloma vírus humano (HPV), presente em 95% dos casos.
É um câncer que se desenvolve lentamente, com células que se tornam pré-cancerosas, causam alterações chamadas de neoplasia intraepitelial cervical (NIC) e podem se tornar um câncer no decorrer do tempo. Algumas mulheres necessitam tratar essas lesões pré-cancerosas, já em outros casos, as lesões desaparecem sozinhas.
Há dois tipos principais de câncer do colo do útero: CARCINOMA ESPINOCELULAR (CEC) que representa 75% dos casos e o ADENOCARCINOMA, que representa 25%. Existem outros tipos, porém são mais raros.
No início do câncer de colo do útero, geralmente a paciente é assintomática. Por essa razão, é fundamental que a mulher faça os seus exames preventivos regularmente. Os sintomas geralmente aparecem em casos mais avançados. Sintomas que podem aparecer: secreção, corrimento, sangramento vaginal incomum, sangramento fora do período menstrual, sangramento ou dor após relações sexuais. Importante ressaltar que esses sintomas podem indicar outros problemas ginecológicos, também.
Os fatores de risco são: infecção pelo HPV (principal), tabagismo, início precoce da vida sexual, múltiplos parceiros, imunossupressão, antecedentes de outras infecções sexualmente transmissíveis, multiparidade, uso de anticoncepcionais hormonais por tempo prolongado.
O diagnóstico é feito através de biópsia do colo uterino.
O tratamento pode ser realizado através de cirurgia, quimioterapia e radioterapia, de maneira isolada ou combinadas. Depende do estadiamento da doença no momento do diagnóstico.
A prevenção do câncer do colo do útero consiste em medidas para prevenir a infecção pelo HPV, como a vacina e estratégias de rastreamento para identificação e tratamento das lesões precursoras.
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Dr. Vinícius Vertematti
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